“Dois anos depois.”

31 10 2008

Olhe essa fotografia… A gente parecia tão feliz, os sorrisos vinham fácil e raros eram os momentos em que não estávamos juntos… Foi contigo que eu mais cresci e eu nem sei como a gente foi se distanciar tanto assim…
Você faz parte da minha vida. Normalmente eu teria coisa melhor para fazer, mas preferia matar aula só pra te fazer companhia.
Será que é tarde para tentar reconstruir o que o destino cuidou de apagar? A vida é melhor agora do que antes, mas isso não significa que não poderia ficar melhor… Por que você não volta para minha vida?
Ainda tenho aquelas fotos, que costumávamos tirar toda tarde… Mas nenhuma é tão perfeita quanto essa que tirei hoje dentro do ônibus Um encontro proporcionado pelo acaso, para nos mostrar que depois de quase dois anos, ainda podemos sorrir juntos.





“Desejos…”

28 10 2008

Vamos brincar como adultos…

… Sei que vai ser bom, pois eu tenho a imaginação fértil e gosto de agradar!!





“Destruindo pilares.”

28 10 2008

Sonhos roubados, amigos distantes, rotina ilusória, solidão constante, nostalgia confortante…
O herói poderia continuar repetindo as mesma palavras incansavelmente até o dia em que ele conseguisse revolucionar a si mesmo. Mas seu instinto de anti-herói fala mais alto e decide então calar-se e continuar perdido dentro de si.
Por mais que ele tente, por mais que ele consiga, eliminar os medos que o assombram. Inconscientemente ele acabará criando um novo monstro para assombrá-lo. E como em um círculo vicioso, do qual ele não conseguirá sair jamais, não importa o quanto ele se esforce. Seus dias estão contados e sua morte será lenta e dolorosa.
Qual a solução então para passos já traçados? Nenhuma.

A revolução apenas recomeçou e o primeiro pilas a ser destruído será seu pudor!!





“Saudades não tem tradução.”

25 10 2008

Sinto sua falta… Um nó na garganta me tortura sempre que penso em você, nos momentos que passamos juntos.
Sinto-me solitário diante do teclado, sabendo que não vamos nos ver nem tão cedo. Sei dos teus problemas, mas não sou capaz de compartilhar os meus com você.
As vezes sinto-me impotente diante dessa dor… Será que é isso que todos chamam de saudades? Fale comigo, eu quero te sentir, te ouvir… Eu preciso de você. Você é a luz que me guia pra o lugar onde encontro minha paz. Ao teu lado, esqueço o quanto sou solitário e anti-social. Sei que sou um caso perdido, e você a força que me faz andar pela escuridão dos meus dias.
Você é a esperança que me faz confiar na vida. Como poderia tentar buscar em outro alguém a paz que só encontro em ti? Na verdade, talvez eu nem queira, lá no fundo algo me diz para só pensar em você.
Queria ser capaz de buscar as palavras mais sinceras no fundo de meu ser, mas acabo apoiando-me em frases feitas e no final jogo pra escanteio o real sentimento. E o que no final do texto o que me sobra são palavras vazias e sem sentido.





“Afogando-se.”

20 10 2008

Bem, eu estou me afogando em meu próprio oceano. E isso é mais legal em câmera lenta.
Não importa se nem tentei, quando sei que não agüento. Não estou mais preocupado com o que está por vir, pois faltam alguns segundos até que a próxima onda me atinja em cheio.
Todos vêem meu olhar como algo sincero, mas esquecem que meu sorriso é mentiroso e sem escrúpulos. Egoísta e mesquinho, pode até parecer meio estranho, principalmente para quem me conhece bem, mas essa é minha real persona. Estou ironicamente cansado pelas pequenas coisas do dia-a-dia e elas são a razão pela qual eu grito a noite.
Acredite ou não, todo mundo têm algo a esconder. Todo mundo guarda seus maiores defeitos em seu interior e expõem ao mundo uma mascara pré-moldada para impressionar. Eu até entendo, afinal todo mundo precisa sentir-se amado, sentir-se enganado.
Acredite ou não, todo mundo odeia admitir que tem medo de se mostrar com sua real face. Todos temem aforgar-se em suas angústias pelo peso da verdade.
A maioria de nós não tem anda do que reclamar, mas ainda assim cria desejos impossíveis para sentir-se frustrado e deprimidos de vez enquando.
Você não precisa afogar-se comigo, nem muito menos salvar-me, mas uma coisa eu te digo… Esse é o mar da verdade!!





“Nostalgia 69.”

19 10 2008

Estive revendo lembranças de uma das melhores épocas de minha vida…
É incrível a saudades que algumas fotos, por mais insignificantes que sejam, podem provocar uma dor no peito que quase te deixa sem ar. Foram poucos dias, mas inesquecíveis.
As amizades construídas durante esse curto período de tempo, ainda existem até hoje, mesmo que de uma forma mais amena. Outras foram construídas com o passar do tempo.
Cada gota de suor, as madrugadas acordado, o aprendizado e as experiências adquirias… Daria tudo para reviver esses últimos 4 meses. E se o senhor do tempo me concedesse esse desejo, faria tudo igual, sem modificar uma virgula se quer.
Aquele grito de alívio, por ter ficado entre os 300. As quatro garrafas de vinho que quebrei nos meus primeiros dias. As loucuras feitas a beira da praia, que para disfarçar, codificávamos como P3. A volta para casa em pleno domingo, sem avisar a ninguém. Os vinte e tantos quilômetros diários percorridos de bicicleta. A adrenalina de atravessar a cidade as 2 da madruga. E no final poder olhar para trás e dizer, “Eu faço parte disso tudo que você está vendo”.
Enfim, lembranças boas de uma família construída ao longo de quatro meses que estarão para sempre dentro de mim.

Família Atacadão 69 – Filial Mossoró.





“Encontro com a rainha – Segredos.”

15 10 2008

- Quem é você que ousa adentrar em meu mundo sem a menor explicação?
- Apenas, achei que encontraria em você as respostas para as minhas perguntas. Não sei, mas algo em você me chamou atenção.
- O que te faz achar que eu tenho suas respostas, ou melhor o que te faz achar que eu estou disposto a te ajudar? dê-me um bom motivo para continuar dando-te atenção
- Não sei, posso até parecer tola, o seu nome já diz tudo. Mas o meu instinto de Rainha me disse que você se esconde atrás de agressões, e usa esse ar rude para nao se tornar vulnerável. Não, se você nao quisesse me dar atenção já teria desistido. E outra que, sinto que você tem muito a compartilhar com alguém, comigo.. Cuidado para não tropeçar nas suas próprias palavras, você mesmo já disse que queria alguém pra conversar até o amanhecer.
- Humm… Então você se intitula “rainha”, adentra em meu mundo e ainda acha que me conhece? Nunca ouvi falar de tal Rainha, mas algo me diz para disperdiçar um pouco do meu tempo contigo… Diga-me o que tenho a te oferecer, por que buscastes ajuda em mim, se pode ter em suas mãos os melhores pensadores de seu reino como conselheiros.
- Primeiro, você se apresentou a mim, me disse seus medos, seus anseios e suas vitorias e derrotas. [confesso que fiquei abismada com o numero de derrotas, mas isso não vem ao caso]. A Rainha de Espadas não precisa ser conhecida para ser Rainha, procuro a tranquilidade de meu Reino, tentando assim encontrar uma razão para nao acabar com este que se intitula de “meu lar”. Você diz “pode ter em suas mãos os melhores pensadores de seu reino como conselheiros”, o meu Reino é uma farça, aquelas se dizem conselheiros na verdade tramam a minha morte, aquelas se intitulam “bobos da corte”, de bobos não tem nada. Vivo em um mundo ilusório, e não sei como sair dele. O seu nome me chamou atenção, e não sei porque.
- Posso ter vivido a dor de inumeras derrotas, mas ao menos posso bater em meu peito e gritar aos quatro ventos que não estou rodeado de traidores, que só querem me ver pelas costas. Não tenho ouro, nem muito menos uma coroa para ostentar em minha cabeça, apenas escrevo minha historia como quero, sem obedecer aos rotulos de herói ou vilão, sem seguir o bem ou mal, apenas fazendo o que acho certo…para mim!
- Já disse que suas derrotas não vem ao caso.
- alguns dizem que essa seria a “receita” para a felicidade, mas te digo uma coisa… NÃO SOU FELIZ!
- Bater no peito e gritar aos quatro ventos que não estou rodeado de traidores, que só querem te ver pelas costas, não traz felicidade? Retenha-se a responder minha pergunta.
- Na verdade isso trás um certo alívio, mas não felicidade… Pois a traição é um instinto da raça humana, e não conviver com traidores siginifica isolar-se do resto da humanidade! Sendo assim, posso afirmar-te que solidão não combina em nada com felicidade.
- Então, prefiro não bater no peito e gritar por razões que me parecem incertas.
- Quais seriam as razões certas para tal ato então?
- Não sei, talvez amigos, a certeza que se é amado por alguém. Depende das ambições de cada um, felicidade e satisfação não podem ser regidos da mesma forma para todos.
- Então diga-me, você é feliz ou satisfeita com (sua vida) seu reino?
- A forma como ele começou foi um tanto repentina, no começo tudo era gotas de orvalho que despencavam das folhas, os raios de sol, era tudo muito bonito. Mas então, as verdadeiras ilustrações apareceram. Não tenho as palavras certas para lhe dizer se sou feliz ou nao, apenas posso te dizer que não é possível negar que a tristeza dos meus olhos inundaram minha alma, e a falta que o meu sorriso me faz é imensa, em alguns dias. Porém, encontrei alguem que me faria sentir viva novamente, se diz meu súdito. E o faz jus ao nome. O que você me diz, sou feliz?
- Uma rainha que vive um mundo onde bobos da corte tramam tomar seu trono, que tem inumeros soldados, mas que não conhece as almas que escondem-se por trás de suas armaduras… Porém ela possuir um súdito… Bem, não vejo como respoder sua pergunta, pois não conheço teu súdito, não sei da essencia de sua alma, mas se é humano, com certeza ele é incapaz de te fazer feliz por todos os seus dias.
- Por que és tão ofensivo com os humanos?
- Sinto informar-te rainha que ainda a julgo confiavel para que eu possa revelar-te meus segredos! Além do que, ainda julgo-te humana.
- Acredito que com o tempo me tornarei confiável, por hora, basta-lhe saber que existe alguem que busca ajuda e que esta disposta a ajuda-lo.  Saudações, a Rainha de Espadas.
- …





“Encontro predestinado.”

15 10 2008

O medo de mostrar as dores era tão grande que o menino, desde cedo, aprendeu a escondê-las com uma aparente calmaria. Todos dos dias, antes de sair para o mundo, ele vestia-se com uma tranqüilidade que, que não te pertencia o tempo todo. Foi moldada para não revelar as feridas que o abatiam por dentro. Não queria que o olhassem com pena. Queria mesmo era ser feliz, mesmo que isso lhe custasse a vida. Aos poucos criou sua personalidade com aparentemente imbatível. Um olhar esquivo, a voz encolhida, o pensamento insano e um desejo incomparável de mudar o mundo.
E assim impreguinado de sensações construídas ele segui a vida inventando sua personalidade e passou a denominar-se “anti-herói”
Até se dar conta de que, para curar suas feridas, o menino teria que se despir de sua fantasia de “herói”. Fazia tempo que não se atentava para isso, até que alguém com feridas semelhantes, trajando manto vermelho, coroa e cetro, adentrasse no âmago de suas idéias.





“Uma carta?”

12 10 2008

 

Ouvi uma história por aí, de um alguém que teve em mão a chance de viver um amor, mas que tinha em alto estima seu orgulho e por isso não soube dar uma 3ª chance!

Agora ele desperdiça seus dias olhando suas fotos, e quando ela está por perto seu coração bate de forma inexplicável… Como pode o orgulho falar mais alto que o amor?

Será que ele ainda tem alguma chance de virar o jogo a seu favor? Talvez ela esteja com outro alguém agora, talvez ela nem pense mais nele, talvez não, talvez ela também preze por seu orgulho, talvez, talvez, talvez…

Ele então pintou um cartaz de cinza e laranja para tentar chamar sua atenção, e ouvir de novo sua voz. E como se não bastasse ele o pregou na porta de sua casa, um pedido de perdão!

“Quero você de novo, volta pra mim… Até no escuro posso te ver, como se a lua fosse você! Tenho andado sozinho, mas não desiste de ainda te ter. Por você eu esqueço meus planos desafio o mundo, só pra te ter pertinho de mim mais uma vez!”

Ele então a esperou na esquina, enquanto a chuva caía. Suas lagrimas misturavam-se a agua que brotava do céu, talvez seja tarde demais… Ele nunca soube cultivar o amor que desejava e agora implora para que ela aceite de volta o seu coração.

 

Talvez você ache estranho eu me expressar assim, mas o sangue que corre em minhas veias é insuficiente para aquecer meu coração…





“Como que você pôde abandoná eu?”

7 10 2008

Como que você pôde abandoná eu – Pedra Letícia

Como que ocê pôde abandoná eu
Se nóis foi sempre “siliz”
Esse moço nunca te mereceu
E eu sou o que ocê sempre quisAquele zóio verde eu garanto que é lente
O meu é vesgo mas é natural
E aquele volume olhando de frente
É enchimento, aquilo não é normal

O BMW deve ser roubado
Já meu Belinão ocê me viu comprar
Foram 15 prestação que eu paguei atrasado
Mas só farta 2 e eu vou quitar

Agora que eu quero ver
Você sofrer na mão daquele mané
Eu nunca fiz a sua xana doer
E o apelido dele é tripé

Se ele faz Direito eu faço Enfermagem
Se luta jiu-jitsu eu jogo dominó
Se ele só bebe whisky Johnny Walker
Eu só bebo Druris e Schincariol

Se nas férias dele vai pra Nova York
Pega o avião, embarque, desembarque
Muito melhor é lá em Caldas Novas
Quero ver ter água quente lá no Central Park

Agora que eu quero ver
Quem vai te levar pra lanchar
Coxinha, esfiha e pastel
E dividir o guaraná

Ficar sem você eu não sei se consigo
Você foi embora e me deixou chorando
Beijo a calcinha que você deixou comigo
E no meu Philco-Hitachi tá rolando Vando

E pra terminar ouça o que eu te digo
O que esse homem quer é aproveitar docê
Fica comigo, aceite o meu pedido
Nem que seja uma só noite que é pra nóis metê.

 

 

(*Musiquinha que ta fazendo a minha cabeça nesses ultimos dias)