
Sempre busquei estar rodeado de amigos, mas o engraçado é que hoje em meio aos velhos amigo sinto-me um peixe fora d’água, enquanto eles nadam no mesmo velho aquário redondo de sempre…
Nunca me imaginei vivendo o papel de peixinho dourado… O aquário nunca me deu o que queria, eu precisava de oxigênio. Sair da proteção e da aparente segurança por trás das paredes de vidro foi difícil no inicio, mas com o tempo criei marra e aprendi a me virar sozinho.
Varias vezes pensei em voltar para as águas do aquário, mas a sensação de poder respirar o oxigênio é tão víciante que quanto mais você enche os pulmões maior é a vontade de seguir naquele rítimo gostoso do inspira, expira, inspira, expira…
Depois de algum tempo conheci passarinhos que me ensinaram a voar! Passei a andar em bandos e voar cada vez mais alto.
As vezes bate uma saudade dos peixinhos coloridos com os quais cresci e mergulho em seu encontro para tentar relembrar como era viver em meio a peixes, mas a monotonia do aquário, a falta de animo dos peixes e a ausência de oxigênio, são coisas com as quais não consigo mais me acostumar. Meus amigos hoje são pássaros que voam alto e minha vontade é voar também.